Tuesday, 31 January 2017

DA SEMANA DO TRUMP

DA SEMANA DO TRUMP

Na arena internacional, a cada segundo acontece algo que pode afetar o mundo inteiro. Mas nada comparável à primeira semana do novo Presidente dos Estados Unidos da América first, Donald Trump. O empresário do setor imobiliário criado no mercado do grito de Nova Iorque, conforme explica com competência, sua característica básica, o Embaixador e ex-Ministro Rubens Ricupero, começou a fazer tudo o que prometeu na campanha eleitoral.

Tirou seu país do Tratado Transpacífico, que reuniria 40 % da riqueza mundial, atacou o sistema de saúde do governo anterior, começando a  desmontar o seguro saúde universal, chamou os três grandes de indústria automobilística e mandou aumentar a produção nos Estados Unidos,  começou a construir um muro na fronteira com o México (por enquanto pagando ele mesmo, mas com firme intenção de cobrar dos mexicanos), cancelou o decreto de Obama que proibia construção do oleoduto chamado Keystone, que será um desastre ecológico, e  limitou a entrada de refugiados sírios, como se seu país nada tivesse a ver com a guerra lá fortemente apoiada pelos Estados Unidos. Bem, teve mais a proibição de recursos para as ONG que promovessem aborto, seja onde for, e independentemente de necessidades médicas , como Aids, Zica e violações de guerra.

Em resumo, o governo tweeter está a pleno vapor, inclusive convidando o primeiro ministro indiano Modi para visitar a Casa Branca, recebendo a Primeira-Ministra  do Reino Unido, Thereza May, demonstrando assim que a Grã Bretanha, saindo da União Europeia não precisa se preocupar, porque a aliança entre os dois países anglo-saxões vai continuar cada vez mais forte.

Bem, espanta-se com Trump e seu modo de governar (lembra de Aprentice na TV, quando ele com voz sádica gritava Fired, demitido?) só quem não o acompanhou estes anos todos. Por quanto tempo o modo de governar essencialmente construído no contraditório e com uma agressividade impar, mas sem resultados, vai ser  aceita pelo eleitorado americano, ninguém sabe. A marcha das mulheres, no primeiro domingo do  imperial governo do Trump, mostrou que nem todos estão felizes com o seu modo de governar e as suas idéias. Há também um conflito com a imprensa, inclusive com alguns jornalistas que acompanharam os protestos sendo presos e ameaçados da prisão, como arruaceiros e provocadores, desrespeitando-se a famosa emenda constitucional numero 1 que garante a liberdade da imprensa. Segundo o influente New York Times, ela não será suficiente para segurar o ímpeto contra a liberdade do Trump.

E ainda há um mistério a ser descoberto: o partido republicano, sob cuja égide Trump se elegeu, vai apoiar incondicionalmente suas teses que, como no caso de protecionismo, nunca foram defendidos por ele? Trump não faz parte do partido e os políticos têm novas eleições em dois anos que podem levar a uma mudança radical no Congresso americano e no destino do Trump. E no nosso.

Stefan Salej
27.1.2017.

DO HOLOCAUSTO

DO HOLOCAUSTO


O que é isso mesmo? Talvez os mais educados lembrem que tem algo que ver com a morte de judeus durante a Alemanha nazista. Mas, o que tem que ver isso com os dias de hoje, já que a Alemanha foi derrotada em maio de 1945 e os problemas que nos assolam no dia a dia são tão diferentes.

Para esclarecimento estatístico e registro da história, relembramos que foram assassinados pelos alemães durante a ditadura nazista  mais de 6 milhões de judeus, ou seja duas vezes a população de Belo Horizonte nos dias de hoje. Mas, foram também  mortos ciganos, homossexuais, pessoas com deficiência física e mental, adversários políticos, padres católicos, ou seja todos os que o regime  considerava indesejáveis. Recentemente, a Enciclopédia de campos e guetos, que vai ser concluída no ano 2025, divulgou que tinha na Alemanha 42.500 campos de perseguição  nazista. Mais de 70 anos após o termino da guerra, toda a verdade da crueldade nazista e seus aliados fascistas italianos está longe de ser descoberta.

As Nações Unidas declararam 28 de  janeiro o Dia do Holocausto, em função da liberação nessa data, em 1945, pelo exercito soviético, do campo de concentração de Auschwitz, onde foram mortos mais de 1 milhão de pessoas.

Esse genocídio não pode ser esquecido e nem repetido. A sua lembrança se choca diretamente com a questão do que somos capazes em ódio racial que se passa na nossa frente. No Brasil, que apesar da forte presença de ativistas nazistas, se decidiu, único país da América Latina, participar ao lado dos aliados na luta contra o nazismo,  a história do holocausto parece mais distante do que na Europa. O Brasil também participou ativamente da constituição do Estado de Israel e durante a perseguição aos judeus na Europa, após guerra, permitiu a entrada deles onde constituem ao lado de outras comunidades, uma comunidade ativa na cultura, negócios e educação.

Mas, não se pode negar que o Brasil também  recebeu, de forma não velada, inúmeros nazistas e entre eles se escondeu aqui por muitos anos o infame médico Mengele.

A história do Holocausto não faz  parte do currículo escolar brasileiro. Aliás, isso faz parte de nossa negligencia com o ensino de historia, que sem dúvida é base da formação da cidadania. Nesta hora de lembrança do Holocausto, por sinal comemorada pela comunidade judaica de Minas, cabe reavaliar quanto somos indiferentes às injustiças sociais que se passam aos nossos olhos todo dia no Brasil, na nossa cidade e no mundo. Quanto somos como indivíduos capazes de ignorar e até agredir com palavras, atos e discriminação os diferentes de nos, sem compreender e conviver com eles.

Lembrar os 6 milhões de judeus mortos no Holocausto é, antes de mais nada, agir diferente dos nazistas, lutar por um mundo mais justo, igual e com mais respeito à diversidade.

Você faz isso?

Sunday, 22 January 2017

DOS ESTADOS UNIDOS DE DONALD TRUMP

DOS ESTADOS UNIDOS DE DONALD TRUMP

A posse do 45º Presidente dos Estados Unidos da América, na sexta-feira última, dia 20, dá início a uma nova era e termina outra. Com a presença de 900 mil pessoas, das quais se estima 270 mil protestando, com 28 mil policiais e mais agentes secretos e menos secretos, com distribuição de 4200 joints  maconha pelos que querem a legalização da dita cuja, e com custo de 100 milhões de dólares, ou seja, 320 milhões de reais, com a menor aprovação de todos os presidentes que entraram desde os idos anos 60, entrou Donald Trump e saiu, com a maior aprovação dos presidentes em final de mandato, Barack Obama.

Obama, out, Trump, in. Termina a era Obama e começa o tempo de Trump.

Não se trata de personalidades e pessoas diferentes, trata-se de conceitos diferentes sobre como fazer crescer a economia dos Estados Unidos, ainda a mais importante do mundo, e como administrar uma sociedade tão diversificada e diferente, multicultural, como a norte-americana. Os valores que regeram a presidência de Obama, que foi acusado por Trump inclusive de não ter nascido nos Estados Unidos, são valores que muita gente no mundo considera como os valores éticos e morais que devem prevalecer na gestão dos estados.

Trump ganhou a eleição por dizer que Obama e sua candidata Hillary não dirigiram os Estados Unidos para serem ainda mais fortes, prepotentes e voltados tão somente para os interesses norte-americanos. Mesmo em seu discurso de posse, Trump não partiu para conciliar um país dividido pela eleição que ele ganhou não no voto popular mas com só votos indiretos do colégio eleitoral . Trump não concilia, ele lidera as soluções que pressupõe certas, da forma e maneira que ele quer. Ou está comigo ou está contra. Não há meio amigos e nem interesses, não há negociação a não ser dentro do que ele acha certo. E isso ficou claro na campanha, durante a transição e na posse.

Tempos novos e diferentes. Todo mundo terá que adaptar suas relações com os Estados Unidos à Trumpeconomics. 64% das pessoas nos Estados Unidos estão convencidas de que ele  vai fazer os riscos mais ricos, bem, e os pobres  que se danem. A equipe dele demonstra, junto com a maioria republicana que ele tem nas duas casas do congresso, quase ódio por tudo o que Obama fez. Se o ódio e o contrário construirão um país melhor, só esperando para ver.

Os inimigos externos já foram escolhidos, imigrantes, China, México, entre outros, mas entre os amigos, o Brasil, seus imigrantes e seu potencial de cooperação, não constam. Não tínhamos relevância para o Trump dos negócios e ainda não se prevê no horizonte a importância do Brasil para o Trump Presidente. Ou pode ser que o contraditório surpreenda.

Monday, 16 January 2017

DA RESPONSABILIDADE SOCIAL E DAS PRISÕES

DA RESPONSABILIDADE SOCIAL E DAS PRISÕES

As prisões brasileiras, panelas de pressão, explodindo pelo país afora, com mortes incontáveis, colocam no cardápio do dia a questão: o que os empresários podem fazer para que a situação mude. Bem, para começar, não dá para tratar o tema só quando a panela explode. Os temas da segurança pública, da criminalidade, das drogas, do crime organizado, seja de colarinho branco ou outros, estão presentes o tempo todo na nossa vida. E, para começar, alguém lembra que os crimes cometidos pelos digníssimos políticos e alguns empresários contados nos processos Lava Jato e outros, somam em valores mais do que tudo o que uma boa parcela de população carcerária do país conseguiu roubar. E ai não se ouviu o clamor dos empresários por mudanças sejam de legislação, sejam de regras de negócios.

Se você juntar a Lava Jato e o crime de Mariana, onde a Samarco e o poder publico não conseguem se acertar nem para pagar a multa e nem para a empresa funcionar a pleno vapor, você tem um belo exemplo de que os crimes perpetrados pelos que estão nas cadeias ainda não ultrapassam os dos que estão fora e em fase de julgamento.

Nessas análises, que são muito complexas porque a situação da criminalidade no país roeu totalmente seu tecido social, há um excesso de soluções simplistas, inclusive a de que uma maior rede de educação evitaria essa situação (mas veja como os dirigentes empresariais envolvidos em escândalos possuem diplomas das melhores universidades do mundo)  ou maiores investimentos em segurança poderiam reduzir a criminalidade.

Nós precisamos nesta transição política que estamos passando, repensar os valores que compõem a nacionalidade brasileira. Eles foram corroídos, se é que existiram  alguma vez, a tal ponto que precisamos mudar a continuidade  de quebra de ética do país tão bem acompanhada pelo declínio econômico ou aceitar a nossa condição de país dominado por criminosos de várias estirpes e cujo maior preço é pago por aqueles que nós mesmos empurramos para a miséria.

Por mais que filosofamos, por mais que discutimos, vale a pena lembrar que o peixe fede pela cabeça.

Então, talvez na área empresarial poderíamos ter menos discursos e frases bonitas sobre a responsabilidade social (se ler os anúncios e relatório das empresas envolvidos nos processos de Lava Jato e outros, inclusive o de Mariana, e comparar com as ações, não da só para chorar, da vontade de fugir deste mundo que nos apresentam) e mais honestidade intrínseca nas ações. E nisso falham também os acionistas e todos os demais atores envolvidos.

Stefan Salej
Ex Presidente do SEBRAE Minas e da FIEMG Federação das industriais de Minas Gerais

Friday, 13 January 2017

DA HERANÇA DE OBAMA

DA HERANÇA DE OBAMA

Se prevalecer uma das máximas da política mineira, faltando uma semana para a troca na presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, a primeira dama Michele e as duas filhas, devem estar passando frio com aquecedores desligados e sem sequer serviço de café. Tudo está pronto para a posse do novo presidente no dia 20 de janeiro, mas mesmo assim despedida é despedida, mesmo que os aquecedores continuem ligados e o cafezinho continue sendo servido. A Casa Branca, ao final das contas, não é o Palácio da Liberdade. Mas, enquanto a despedida de Obama, na sua cidade adotiva de Chicago, foi emocionante, assistida ao vivo por 20 mil pessoas, a transição política entre o presidente eleito Trump e Obama esta aquém de tranquila.

Como será o governo Trump, nem as forças divinas conseguem desenhar com clareza. Temos que esperar e acreditar que será um governo que trará prosperidade e paz.

Como foi o governo do Obama, que está se mudando agora para Chicago, já podemos falar. Já é passado. Talvez a mensagem mais clara que ele deixe na história foi "nós podemos, yes we can". Mensagem de que um governo pode ter princípios éticos e lutar por eles. Obama nos deixa uma impressão de que tomava suas decisões com base em princípios que levavam a um bem comum. É um cara decente, que trouxe decência ao cargo, o que não diminuía a firmeza nas decisões.

A gestão dele recuperou a indústria automobilística, aumentou o emprego, fez um sistema de saúde, Obamacare, que permite a universalização dos serviços de saúde para a toda população, caçou e matou Obama bin Laden, negociou o acordo de Paris na área de meio ambiente, confirmou a liderança tecnológica mundial dos Estados Unidos, achou caminhos de distensão com Cuba e fez um acordo nuclear com o Irã, além de um acordo comercial com os países asiáticos sem China.

Bem, como sempre nem tudo são flores. A destruição do equilibro ditatorial no Oriente Médio com as guerras na Líbia e Síria, o surgimento do Estado Islâmico, o conflito contínuo no Afeganistão e a mal resolvida saída do Iraque, são alguns pontos mal resolvidos. Mas, o construção da paz entre a  guerrilha e governo da Colômbia foi um ponto positivo. Houve também uma expansão sem limites da vigilância através de escutas demonstrada pelo hoje foragido Snowden, que atingiu a nossa ex-presidente Rousseff e a chanceler alemã Merkel.

O Brasil foi um parceiro complexo, não só por causa da escuta, que sempre teve e vai ter, mas por políticas internas dos governos Lula, que se deu bem com Obama, e da Dilma, que não queria uma relação boa com os Estados Unidos. A vexaminosa despedida no Itamaraty do então embaixador americano Thomas Shannon foi um ponto alto do desprezo que Dilma mantinha pelos Estados Unidos. E dai conjecturar se a saída dela foi a gosto da Casa Branca, também há uma distancia. A América Latina, com suas complexidades e complexos bolivarianos, não foi prioridade do Obama, a não ser a melhoria da relação com Cuba, que agradou a todos.

Barack Obama fez história como Presidente dos Estados Unidos. E nós assistimos e vivemos essa historia de um homem digno e honesto que esteve na Casa Branca.

Monday, 9 January 2017

DAS PRIVATIZAÇÕES E PRIVATARIAS

DAS PRIVATIZAÇÕES E PRIVATARIAS

O massacre dos presos nos estados da Amazônia e Roraima (por sinal a terra do senador Juca, presidente nacional do PMDB, que tanto tem falado sobre como deve ser Brasil e agora sumiu) expôs, além de toda a tragédia humana e a presença avassaladora das facções  criminosas na política e na gestão nacional, algumas outras questões não menos importantes. Uma delas foi a opinião externada pelo "comissário" para a juventude (porque só países socialistas do Leste Europeu que tinham comissários para a juventude) Bruno Julio.O preocupante não é só o conteúdo das declarações (entre outras barbaridades disse que deveria haver mais massacres ) mas a conclusão que a nossa juventude possa pensar assim. Ou seja, matar os detidos pela justiça nas prisões deve ser rotina que resolverá o nosso problema prisional. Não temos pena de morte na legislação, mas aprovamos a pena de morte de fato nas prisões, executadas pelos próprio companheiros dos carcerários. O assustador é que para estar neste cargo, o dito cujo, filho de um rebelde ex-militar que se elege com um discurso de incitação ao ódio, teve apoio do partido majoritário no governo, do estado e passou pelo crivo de seleção da Casa Civil da Presidência da Republica.

Mudando do foco de declarações, há um outro elemento curioso nesses episódios  do Norte do Brasil. Uma boa parte das prisões são administradas por uma empresa privada com nome latinizado e lindo: Humannizare. Humanizar. Um contrato que, sob todos os aspectos conhecidos do público, nada de achar  algo pelos portais da transparência, é um excelente contrato para a empresa. Quinhentos milhões de reais por ano, sem aditivos, com custo em dobro por prisioneiro do que em São Paulo, o estado mais desenvolvido do país. Nessa tragédia ninguém consegue descobrir quem são os donos do negócio, nem as diretoras (senhoras afortunadas com esse contrato) nem onde a empresa está, funciona e por quais atividades é responsável.

Total mistério. Já em 29 de julho de 2016, ou seja meio ano atrás, o Portal de Zacarias de Manaus trouxe extensa reportagem sobre o que acontecia nos presídios daquela capital. Foi feita uma revista no complexo Anísio Jobim, com a presença do secretário de segurança publica do Amazonas, General Comandante do Comando Militar da Amazônia, mas sem o Secretário de Administração  Penitenciária do Amazonas. Está tudo lá: fotos, provas, armas, e, no final, a reportagem pergunta onde está a Humannizare.

Privatizar é uma política certa no contexto do desenvolvimento. Mas privatizar sem responsabilidade, em um conluio entre o privado e o público que provoca mortes e prejuízo à população (seja em presídios, transportes, iluminação pública, aguas, ou lixo) é crime como qualquer outro. Os governos têm que se equipar, principalmente com vontade e determinação política, para exercer controle sobre as privatizações. Senão, o prejudicado além da população, também é o conceito de melhoria de serviços públicos através da privatização. Privatização responsável, sim, privataria, não!

Friday, 6 January 2017

DA ARGENTINA, VIZINHO IMPORTANTE

DA ARGENTINA, VIZINHO IMPORTANTE

Enquanto ate barbeiro na esquina fica preocupado com a próxima entrada do governo Trump nos Estados Unidos, pais mais poderoso do mundo, esquecemos que sem diminuir a importância do gigante do norte, é a situação econômica e politica da Argentina que nos afeta em muito mais. Um ano apos a entrada do popular presidente argentino Macri derrubando o reinado dos 12 anos da dinastia corrupta dos Kirchners, o que sobrou das promessas e o que é realidade argentina hoje.

Como em geral acontece a fluidez de discurso na campanha, se transforma em dificuldades na hora de governar. Macri entrou com muita esperança ,muitas promessas e num mar de muitas dificuldades seja do ponto de vista politico ou econômico. Algumas medidas de impacto, como a solução de disputa com fundos de investimentos na justiça norte-americana que impedia o acesso da Argentina ao mercado internacional de financiamento, foi resolvido. Também foi eliminada a taxa de exportação dos commodities agrícolas, que impedia o crescimento de plantio e expansão das exportações. E no campo politico deixou livre o caminho judicial para processar os governantes anteriores por corrupção e abuso do poder. E liberou cambio também eliminando algumas barreiras para importação além de limpar infame maquina de falsificação de dados estatísticos Indec.

Mas, na Argentina não se pode desprezar forcas politicas do peronismo, sindicalismo ligado a peronistas, a legislação oriunda ainda da época que o pais era 4 maior potencia mundial e achava que podia desperdiçar os recursos a vontade porque o dinheiro nunca ia acabar. Na verdade os Kirchner representam essa continuidade populista que o governo Macri procurando a modernização do pais procura.

De um lado aumentou a produção agrícola e os exportadores argentinos proclamam com aquele entusiasmo futebolístico que conhecemos que estão derrubando os Estados Unidos e Rússia nos mercados de trigo, mas eles também se tornarão nossos concorrentes. Já na indústria, onde a complementaridade é maior, a boa noticia é crescimento da indústria automobilística. Em 2013 Argentina registrou 964 mil veículos novos. Depois teve uma queda brutal, e no ano passado já ouve crescimento em relação a 2014 e o total de veículos registrados foi 790 mil com VW no primeiro lugar e Fiat no quarto lugar.
Grande vilão da economia argentina é a inflação que este ano atingiu 40 % e a previsão oficial é de 17 % para próximo ano.

Resumindo, Argentina indo bem, é fundamental para  Brasil econômico e politico. Inclusive que como parceiros no Mercosul não vamos alcançar acordo com União Europeia sendo os dois sócios principais enfraquecidos politicamente e economicamente.

STEFAN SALEJ

6.1.2017.

Monday, 2 January 2017

DO DESEMPREGO

DO DESEMPREGO

Em geral, os primeiros artigos do ano novo passam por análises do passado e previsões do futuro. E sempre tem muita sabedoria sobre o passado e ainda mais sabedoria sobre o futuro, sem base alguma. Mas,  isso faz parte de nossa cultura e faz até bem. Por outro lado, neste momento existe uma situação mais do que dramática, que suplanta as histórias do passado e, sem dúvida, vai definir a vida do futuro: o emprego.

Estar desemprego é uma das piores situações que alguém pode viver. Só quem esteve desempregado, batendo de porta em porta, tendo conhecimento, as vezes experiência, garra para trabalhar e necessidade para trabalhar, sabe como é doloroso, difícil, até humilhante, essa peregrinação que dá a impressão de que você é um rejeitado, inútil, dispensável e pior do que outras pessoas que conseguem, e você não consegue nada. É uma experiência traumática que deixa feridas profundas nas pessoas e suas famílias.

O país tem oficialmente 12 milhões de desempregados e, segundo as previsões, essas que acertam o desacerto da vida, vamos ter um milhão de desempregados a mais neste ano de 2017.Mas, esses são desempregados que tinham carteira de trabalho assinada. Quantos milhões que não têm há muito tempo carteira assinada existem no país ? O total, por algumas contas de experts econômicos, são mais de 30 milhões. E a isso se soma o subemprego ou emprego informal.

Nenhum prefeito das capitais falou na sua posse sobre como vai gerar emprego ou manter emprego no seu município. Corte de despesas e austeridade, até uniforme de gari teve neste início de ano, mas como gerar novos empregos e manter os atuais, só os prefeitos como o Medioli, em Betim, ou o Odelmo, em Uberlândia, sabem. As políticas de emprego não são só responsabilidade de governos estaduais e federais, são dos municípios também. Alias, costuma-se dizer que o cidadão não mora na federação, mas no município. Então, onde estão as políticas de desenvolvimento e de criação de empregos?

Esse esforço não pode ser também só das prefeituras, mas da sociedade. As entidades empresariais e sindicatos dos trabalhadores têm que ter também propostas, não só de defesa de emprego, mas de sua evolução com novos investimentos, educação, ação social na época de crise. Não havendo essa ação criativa para a crise, não há polícia que segure os famintos nas ruas. As pessoas não estão pedindo esmola, pedem a chance de trabalhar e mostrar que podem ganhar a vida honestamente.