Friday, 30 November 2012

DE NOVO!!! ANTI SEMITISMO NA EUROPA.



Do anti-semitismo

Sessenta anos após os aliados terem descoberto, no fim da segunda guerra mundial, os campos de concentração e a morte de seis milhões de judeus, entre os quais 600 mil de Hungria, aparece na União Européia um deputado que pede o censo de judeus no seu país. Como Hitler fez com ajuda de tecnologia da IBM na Alemanha da época. O deputado é húngaro, do partido de extrema direita Jobbik e seu nome é Marton Gyangyosi. Aliás, foi na Hungria que conseguiram, após denúncia do jornal britânico The Sun, achar um criminoso de guerra que mandou para a morte mais de quinze mil pessoas e vivia  tranqüilamente. A Hungria é hoje o país europeu com maior índice de xenofobia e anti-semitismo, segundo uma pesquisa realizada em março pela Liga Anti-Difamação, entre dez países europeus.

O mais extraordinário na história é que o governo húngaro demorou a dizer que não concorda com seu deputado e a Comissão Européia, tão zelosa com direitos humanos em terceiros países,  sequer se pronunciou nos primeiros dias. Alias, a Europa esta tolerante com  governo húngaro no seu intuito antidemocrático e a sua xenofobia, que se reflete inclusive no trato com suas minorias e seus ciganos.

A tolerância dos europeus com atitudes do governo húngaro é a própria mesma demonstrada com o anti-semitismo e outras formas de intolerância que estão crescendo na Europa. Assassinatos de crianças judias recentemente na França e ataques a sinagogas são outra face dessa intolerância. Aliás, a pesquisa acima mencionada mostrou que o anti-semitismo cresceu, de 2009 para 2012, em dez países da Europa, de forma desproporcional na Espanha, Hungria e Reino Unido. E que 46 % dos poloneses acham que os judeus mataram Jesus Cristo, ele judeu, de pais judeus.

Na América Latina, o mais conhecido é o ataque à comunidade judaica em Buenos Aires, mistério até hoje não esclarecido.  O Brasil, com seu altamente desenvolvido dialogo inter-religioso e com a sua convivência entre raças e religiões, pode ser até agora um bom exemplo para a Europa. Desprezar essa crescente intolerância húngara e européia é desprezar a história e transformar o futuro em refém dos conflitos religiosos e raciais. Os países cujos políticos conseguem liderar a paz e a tolerância progridem mais em todos os campos, inclusive o social. Este é um dos grandes ativos, além do território e língua comum do Brasil, que tem que ser preservado. Por isso, o irresponsável húngaro, com seu discurso, passa a ser um problema de todos, não só da comunidade judaica.

Stefan B. Salej

Thursday, 22 November 2012

CALLA TE AMERICA LATINA.HABLA IBERIA.



Da Ibero-América

Portugal e Espanha eram potências mundiais há alguns séculos. Promoviam a descoberta de novos mundos e conquistavam territórios. Inclusive o Brasil e a América Latina. Guerreavam por terras e por religiões. Expulsaram os judeus dos seus domínios no século 15 e instituíram a terrível Inquisição. O último território deixado por espanhóis na América Latina foi Cuba, no início do século passado. Os portugueses  entregaram  Macau para os chineses bem recentemente. As colônias portuguesas na África sofreram guerras terríveis para se livrar do jugo português. E a Espanha ainda tem seu enclave africano no Marrocos. Os dois países apoiaram o nazi-fascismo durante a Segunda Guerra e ficaram sob o jugo dos respectivos ditadores, Franco na Espanha e Salazar em Portugal, até a morte deles, na segunda metade do século passado.

Os dois países se tornaram  democráticos, a Espanha  monarquia e Portugal, república. Os dois se associaram à União Européia, da qual receberam bilhões de euros de ajuda, deram a volta por cima, se desenvolveram  e endividaram para cair em profunda crise social, financeira e econômica. Há quase vinte cinco anos, organizaram uma Secretaria Ibero-Americana com sede em Madrid, com o objetivo de manter as relações com os países ibero-americanos sob seu controle. E em seguida  garantiram na União Européia o domínio de sua relação com a América Latina. A maioria absoluta dos funcionários da Comissão Européia que tratam com o continente, inclusive os Embaixadores da UE na América Latina, são portugueses e espanhóis.

O ponto alto dessas atividades é a Cúpula Ibero Americana dos Chefes de Estado e de Governo. Este ano foi em Cadiz, na Espanha, e a Presidente Dilma participou.Tanto espanhóis como portugueses aproveitaram a onda de privatizações no continente e investiram muito. Só a empresa Telefônica tem nele quase 200 mil funcionários. E como as duas economias estão em crise e a economias latino-americanas menos, é natural que o tema principal da reunião tenha sido como a América Latina pode salvar a economia espanhola. E como o desemprego na Espanha é o maior problema, como ajudar de novo a emigração espanhola. No  caso do Brasil, essa mão de obra pode até ser bem vinda, mas definitivamente os espanhóis têm que parar de maltratar os brasileiros quando chegam lá. A arrogância espanhola não permite uma relação mais eqüitativa e equilibrada. E sem isso será difícil avançar  nas relações entre os dois países. Você se lembra do Rey da Espanha na Cúpula em Santiago do Chile mandar o venezuelano Chavez calar a boca? Agora não acontece mais isso, mas ainda continuam falando sem ouvir.