Thursday, 25 October 2012

VAI TER ELEICAO.NOS ESTADOS UNIDOS.



Das eleições americanas

Daqui a uma semana, os cidadãos dos Estados Unidos voluntariamente irão às urnas para escolher um novo Congresso, uma parte do Senado e o Presidente. A eleições para o Congresso ocorrem a cada dois anos, para Presidente a cada quatro anos, e o mandato dos senadores é, diferentemente dos deputados, que é de dois anos, de quatro anos. A eleição mais visível é obviamente a eleição para Presidente.

Neste ano, o Partido democrata apresenta seu candidato à ré-eleição Barack Obama e o Partido Republicano, o ex-governador de  Massachutes, onde moram muitos brasileiros, Mitt Romney. Os três debates na televisão, ao vivo e a cores, mostraram que os candidatos estão bem preparados e conhecem os assuntos de interesse do eleitorado. Os debates foram vigorosos, o linguajar educado porém muito agressivo e quase sem tabu nos temas. Nenhum dos dois deu a mínima chance para o outro ganhar um voto a mais. E o resultado das pesquisas é que Presidente Obama tem ligeira vantagem sobre Romney. Mas, essa vantagem não permite nenhum erro até as urnas fecharem. O que vai definir o voto final serão ainda os dados econômicos, como emprego e o custo de vida, especialmente de alimentos. A renda média dos americanos caiu 8 % nos últimos 50 anos.

Apesar de muito debate sobre política externa, em que a América Latina foi mencionada só uma vez e de Cuba ninguém lembrou, o voto será decidido pela oportunidade de criar empregos e com isso dinamizar a economia. Esta é a principal preocupação dos americanos, dos quais aproximadamente 30 % já são de origem latina. Romney alega que vem do setor privado, onde na realidade era especialista em reorganizar e fechar empresas falidas, e que portanto é mais capaz de criar empregos. Obama demonstra que não só trouxe de volta empresas que foram para China, mas que evitou a quebra da General Motors, entre outras.

A escolha do presidente norte-americano e, consequentemente, suas políticas econômicas e sua visão do mundo, é fundamental para o Brasil. Não se resume à questão de vistos. Os Estados Unidos ainda são o gendarme do mundo e a locomotiva da inovação e da economia. Os BRICS podem ser importantes, podem ajudar muito, principalmente a China, mas estão longe de serem a locomotiva da economia mundial. O crescimento norte-americano não só gera mais exportações brasileira, mas também mais investimentos. E os dois juntos pode  gerar mais empregos no Brasil. E a atitude militar americana como no exemplos de guerra do Iraque, pode gerar mais ou menos paz no mundo.

Agora é esperar o resultado de urnas.

Stefan B. Salej

24.10. 2012.

Wednesday, 17 October 2012

DO NOBEL PARA A UNIAO EUROPEIA



Do Nobel para a União Européia

Prestigioso prêmio concedido pela Noruega pelos esforços em prol da paz mundial, teve ganhadores dos mais diversos, mas o prêmio continua sendo o de maior prestigio no mundo. Este ano foi concedido à União Européia, o conjunto de 27 países europeus, por terem suplantado suas diferenças e conseguido passar um longo período sem guerra, se excluirmos a guerra da Iugoslávia, que nesta hora esta sendo julgada através de um dos seus líderes assassinos, Karadzic, no tribunal internacional de Haia. Dos destroços da Segunda Guerra Mundial, dos campos de concentração, entre outros, na Alemanha, Polônia, Croácia, da divisão da Europa entre Leste e Oeste, nasceu uma União Européia.

O tamanho econômico e as dificuldades financeiras que vive hoje essa Europa não diminuem seu tamanho histórico e a sua grandeza. Não se pode negar que a crise vivida é grave, profunda e de difícil solução. As soluções estão surgindo lentamente e sem muito efeito. Pior, sem a credibilidade necessária para que o mundo acredite que União Européia é capaz de achar uma saída para a crise. Os milhões de desempregados na Europa, dos quais gregos e espanhóis são hoje a face mais visível, certamente não estão impressionados com o prêmio e nem convencidos de que essa organização poderosa, burocrática e insensível merece. A burocracia de Bruxelas, sede da União Européia, é o símbolo de prepotência anti-democrática e burocrática.

A pergunta é outra: e se não existisse essa tal da UE? Como estaria hoje a Europa e o mundo? Pense, imagine, reflita. Quantas guerras a mais teríamos? Quanta desgraça econômica a mais? E quanta miséria humana e fome? A União Européia substitui de certa maneira os grandes impérios guerreiros europeus por uma união de estados democráticos. E só isso já vale a pena. Os europeus pagam qualquer preço para não ter guerra.

E o que significa para o Brasil a União Européia? Essa União que mantém ainda no século 21 colônias no continente? A sua crise nos afeta em investimentos, no comércio, em fluxo  migratório. A crise européia, ou a eventual ausência da União Européia, não é  benéfica para o Brasil. É certo que a UE e o MERCOSUL não  conseguem fazer um acordo e provavelmente não o farão tão cedo. Ninguém quer perder os anéis, mas as relações políticas e econômicas continuam fluindo bem, através da parceria estratégica. Merecendo ou não o prêmio, União Européia é uma realidade geopolítica com a qual o Brasil só pode se beneficiar, principalmente se não houver guerra. Mas o processo de integração européia  ainda tem um longo caminho de consolidação à sua frente.

Stefan B.Salej
17.10.2012.